Se7en
William Somerset: Isto não terá um final feliz. É impossível.
David Mills: Se o pegarmos, já ficarei feliz.
William Somerset: Se pegarmos John Doe e e ele for o diabo, o próprio Satã, isto viria de encontro às nossas expectativas. Mas ele não é o diabo. É só um homem.
David Mills: Você se queixa, reclama e me diz essas coisas. Se acha que está me preparando para horas difíceis, agradeço, mas...
William Somerset: Mas você tem que ser um herói. Você quer ser um campeão. Deixe-me te contar, as pessoas não querem campeões. Elas querem cheeseburgers, jogar na loteria e ver TV.
David Mills: Como você ficou assim? Quero saber.
William Somerset: Bem... Não foi uma coisa só, lhe asseguro.
David Mills: Prossiga.
William Somerset: Não acho que posso continuar vivendo num lugar que abraça e cultiva a apatia como se fosse uma virtude.
David Mills: Você não é diferente nem melhor.
William Somerset: Eu não disse que era. Não sou. Eu simpatizo. Simpatizo totalmente. A apatia é a solução. É mais fácil se perder em drogas que lidar com a vida. É mais fácil roubar que trabalhar pra ter. É mais fácil bater numa criança que educá-la. O amor custa caro. Requer esforço e trabalho.
Magnolia

 

Jim Kurring: Eu só queria vir aqui… Vir aqui e dizer uma coisa… Algo importante, algo que você disse. Disse que devíamos dizer coisas e fazer coisas. Não mentir, não ocultar nada. Essas coisas que matam o relacionamento. Eu vou fazer isso. Vou fazer o que você disse, Claudia. Não posso abrir mão disso. Não posso abrir mão de você. Agora… Agora, ouça-me. Você é uma boa pessoa. Você é uma pessoa boa e bonita… E não vou permitir que você me deixe. E não vou permitir que você diga… Que é estúpida, que é isso e aquilo. Não vou tolerar isso. Se quiser ficar comigo… Então, fique comigo. Entende?

[Claudia sorri]

Pulp Fiction
Mia Wallace: Você não odeia isso?
Vincent Vega: O quê?
Mia Wallace: Silêncios desconfortáveis. Por que sentimos a necessidade de tagarelar besteiras para ficar confortável?
Vincent Vega: Não sei.
Mia Wallace: É assim que você sabe que encontrou alguém especial. Quando você pode simplesmente calar a boca por um minuto e dividir o silêncio confortavelmente.
Encontros e Desencontros
[Bob e Charlotte estão deitados na cama]
Charlotte: Estou estagnada. Fica mais fácil?
Bob: Não. Sim, fica mais fácil.
Charlotte: Ah é? Olhe só para você!
Bob: Obrigado. O quanto mais você sabe quem você é e o que quer, menos deixa que as coisas te pertubem.
Charlotte: É. Só que eu não sei o que tenho que ser. Tentei ser escritora, mas detesto o que escrevo. Tentei tirar fotos, mas ficaram todas medíocres. Você sabe, toda garota passa por essa fase da fotografia. Você sabe, cavalos... tirar fotos idiotas do próprio pé.
Bob: Você vai descobrir. Não me preocupo com você. Continue escrevendo.
Charlotte: Mas eu sou tão mais ou menos.
Bob: Mais ou menos é bom.
Charlotte: É? E o casamento? Fica mais fácil?
Bob: Isso é difícil. Costumávamos nos divertir. Lydia vinha comigo quando eu fazia filmes e ríamos de tudo. Agora ela não quer deixar as crianças. E não precisa de mim lá. As crianças sentem a minha falta, mas estão bem. Fica mais complicado quando você tem filhos.
Charlotte: É assustador.
Bob: O dia mais assustador da sua vida é quando o seu primeiro filho nasce.
Charlotte: Ninguém te conta isso.
Bob: A sua vida, como você a conhecia... desaparece. Nunca mais volta. Mas eles aprendem a andar e a falar e você quer estar junto deles. E eles se tornam as pessoas mais deliciosas que você conhecerá na sua vida.
Charlotte: [caindo no sono] Hmm... isso é legal.
Bob: Onde você cresceu?
Charlotte: Cresci em Nova York e depois me mudei para Los Angeles quando John e seu nos casamos. Mas é tão diferente lá.
Bob: É. Eu sei.
Charlotte: John acha que sou arrogante.
Bob: Ainda há esperanças para você.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Clementine: Eu gostaria que você tivesse ficado.
Joel: Eu gostaria de ter ficado também. Agora... Eu gostaria de ter ficado. Eu gostaria de ter feito muitas coisas. Eu gostaria de... Eu gostaria de ter ficado. Gostaria...
Clementine: Eu desci e você tinha ido. Por quê?
Joel: Não sei. Senti-me um menino apavorado. Era mais forte que eu...
Clementine: Estava com medo?
Joel: Estava... Pensei que soubesse que eu era assim. Corri de volta pra fogueira, tentando superar minha humilhação, eu acho...
Clementine: Foi alguma coisa que eu disse?
Joel: Foi. Você disse “então vá” com tanto desdém, sabe?
Clementine: Me desculpe.
Joel: Tudo bem.
Clementine: E se você ficasse desta vez?
Joel: Eu saí pela porta. Não sobrou nenhuma lembrança...
Clementine: Volte e faça uma despedida ao menos. Vamos fingir que tivemos uma...
[Joel volta]
Clementine: Adeus, Joel.
Joel: Eu te amo.
Clementine: Encontre-me em Montauk...
Closer - Perto Demais
Alice: Eu não te amo mais.
Dan: Desde quando?
Alice: Agora. Desde agora. Não quero mentir... E não posso dizer a verdade... Então acabou.
Dan: Não tem problema. Eu te amo. Nada disso importa.
Alice: Tarde demais. Dan, eu não te amo mais. Adeus. E a verdade, só para que você me odeie, é que o Larry transou comigo a noite toda. Eu gostei, eu gozei. Prefiro você. Agora vá.
Dan: Eu sabia disso, ele me disse.
Alice: Você sabia?
Dan: Eu precisava ouvir de você.
Alice: Por que?
Dan: Porque ele podia ter mentido e eu tinha que ouvir de você.
Alice: Eu não ia contar porque você nunca me perdoaria.
Dan: Perdoaria. Eu perdoei.
Alice: Por que ele te contou?
Dan: Porque é um sacana.
Alice: Como ele pode?
Dan: Porque ele queria que isso acontecesse.
Alice: Mas por que me testar?
Dan: Porque eu sou um idiota!
Alice: Sim! Eu teria te amado... Pra sempre. Agora vai embora.
Dan: Não faça isso Alice, converse comigo.
Alice: Estou conversando, agora vá embora.
Dan: Não, me desculpe. Você não entendeu. Eu não quis...
Alice: Quis sim.
Dan: Eu te amo.
Alice: Onde?
Dan: O quê?
Alice: Me mostra! Onde está esse amor? Eu não o vejo. Eu não toco. Eu não sinto. Eu posso escutar. Eu escuto algumas palavras, mas não posso fazer nada com suas palavras fáceis. Seja o que você disser, é tarde demais.
Dan: Por favor! Não faça isso!
Alice: Está feito.
Alice e o Gato de Cheshire
Alice: Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?
Gato: Isso depende bastante de onde você quer chegar.
Alice: O lugar não me importa muito...
Gato: Então não importa que caminho você vai tomar...
Alice: ... desde que eu chegue a algum lugar.
Gato: Oh, você vai certamente chegar a algum lugar.
LOST
Jack: O que diabos foi isso lá atrás, John?
Locke: Isso o quê?
Jack: Você mandou eu te soltar.
Locke: Correto.
Jack: Aquela coisa estava te levando para o buraco e você pediu para eu te soltar.
Locke: Aquilo não ia me machucar.
Jack: Não, John, ia te matar.
Locke: Eu dúvido muito disso.
Jack: Olha, eu preciso que você -- eu preciso que você me explique o que diabos passa pela sua cabeça, John. Eu preciso saber porque você acreditava que aquela coisa não iria...
Locke: Eu acredito que aquela coisa queria me testar.
Jack: Testar?
Locke: Sim, testar.
Jack: Eu acho...
Locke: É por isso que eu e você não nos olhamos nos olhos as vezes, Jack -- porque você é um homem da ciência.
Jack: Sim, e isso faz de você o que?
Locke: Eu, bem, eu sou um homem de fé. Você realmente acha que tudo isso aconteceu por acidente -- que nós, um grupo de estranho sobrevivemos, muito de nós só com ferimentos superficiais? Você acha que nosso avião caiu nesse lugar por coincidência -- especialmente, este lugar? Nós fomos trazidos aqui por um propósito, por uma razão, todos nós. Cada um de nós foi trazido aqui por uma razão.
Jack: Trazido aqui? E quem nos trouxe, John?
Locke: A ilha. A ilha nos trouxe aqui. Este não é um lugar qualquer, você sabe disso, eu sei que sabe. Mas a ilha escolheu você também, Jack. É o destino.
Jack: Você teve essa conversa de destino com Boone, John?
Locke: Boone foi um sacrifício que a ilha exigiu. O que aconteceu com ele naquele avião foi parte de uma corrente de eventos que nos trouxe até aqui -- que nos levou por um caminho -- que levou eu e você para este dia, bem agora.
Jack: E onde esse caminho acaba, John?
Locke: O caminho acaba na escotilha. A escotilha, Jack -- tudo isso -- tudo isso aconteceu para que nós pudessemos abrir a escotilha.
Jack: Não, não, nós estamos abrindo a escotilha para assim poder sobreviver.
Locke: Sobreviver é relativo, Jack.
Jack: Eu não acredito em destino.
Locke: Sim, você acredita. Você só não sabe ainda.
Embriagado de Amor
Lena: Seu rosto é tão adorável, sua pele, sua bochecha. Eu quero morder. Eu quero morder e mastigar a sua bochecha bonitinha.
Barry: Eu to olhando pro seu rosto e eu só quero esmagar ele. Eu só querio esmagá-lo com uma marreta e queria espremê-lo. Você é tão linda.
Lena: Eu quero mastigar o seu rosto e quero arrancar os seus olhos e eu quero comê-los e mastigá-los e sugá-los.
Sangue Negro
Daniel Plainview: Você é um homem furioso, Henry?
Henry Brands: Sobre o que?
Daniel Plainview: Você é invejoso? Você sente inveja?
Henry Brands: Eu acho que não. Não.
Daniel Plainview: Eu tenho uma competição dentro de mim. Eu quero que ninguém mais tenha sucesso. Eu odeio a maioria das pessoas.
Henry Brands: Esta parte de mim se foi... trabalhar e não obter sucesso, todas minhas falhas se foram... eu apenas não... me importo.
Daniel Plainview: Bem, se está em mim, está em você. Tem horas que eu olho para as pessoas e eu não vejo nada que vale a pena. Eu quero ganhar dinheiro suficiente para poder ficar longe de todos.
Henry Brands: O que você vai fazer com seu filho?
Daniel Plainview: Eu não sei. Talvez mude. Ele vai voltar a ouvir? Eu não sei. Talvez ninguém saiba. O médico pode não saber.
Henry Brands: Onde está a mãe dele?
Daniel Plainview: Eu não quero falar sobre essas coisas. Eu vejo o pior nas pessoas, Henry. Eu não preciso olhar para o passado delas para saber o que eu sei. Eu construí meu ódio ao longo dos anos, pouco a pouco. Ter você aqui me dá um segundo fôlego. Eu não posso continuar por conta própria com essas... pessoas.